um beijo para gabriela

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Monica Jones diz “saiam com força em 11 de abril” (Entrevista com Um Beijo para Gabriela)

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[Tradução de entrevista publicada no blog em inglês no dia 17/03

Monica Jones é uma defensora dos direitos humanos no Arizona que foi injustamente presa por uma operação policial de violação de direitos conhecida como Projeto ROSE. Monica sempre lutou pelos direitos de sua comunidade, pressionando por banheiros de gênero neutro no Phoenix College e opondo-se diante do Capitólio de Phoenix ao projeto de lei SB 1062, que permite às empresas discriminar grupos, incluindo as pessoas LGBT, por motivos religiosos. Ontem, Monica foi ao tribunal para seu julgamento apoiada por organizações em Phoenix, nos Estados Unidos e em muitos outros países, e por ativistas nas Nações Unidas. Aqui é a sua primeira entrevista desde que seu julgamento foi inesperadamente adiado. Nesta entrevista exclusiva, feita por Penelope Saunders para “Um Beijo para Gabriela”, Mônica fala sobre sua campanha em curso e sobre o que aprendeu ontem na sala 706 do Tribunal Municipal de Phoenix.

Um beijo para Gabriela: No dia 14 de março de 2014, o processo judicial foi adiado. Você pode nos dizer o que aconteceu?

Monica Jones: O que aconteceu foi que muitas pessoas saíram em apoio à campanha, mas o próprio julgamento foi adiado porque o meu advogado apresentou uma moção de defesa para me dar motivos para uma apelação. Ontem, os promotores disseram que eles precisavam de 14 dias para analisar o documento. O documento é um desafio constitucional à liberdade de expressão em relação à seção no Código da cidade de Phoenix que se refere a “manifestação de uma intenção de cometer ou solicitar um ato de prostituição”. Estou muito, muito feliz que isso foi arquivado porque se eu deveria ser considerada culpada e precisamos apresentar recurso para esse caso, o desafio constitucional é uma validação dos meus direitos como mulher transexual e defensora dos direitos humanos que foi presa sob uma lei que permite à polícia revistar as pessoas de cor, mulheres transexuais e profissionais do sexo. A ACLU de Phoenix está ajudando a minha defesa sobre essas questões. Como uma mulher transexual, a forma como me visto e o fato de que eu estou no espaço público não deve ser motivo para o assédio e a revista.

 Um Beijo: O que vem por aí na sua campanha?

Monica: Quando eu ouvi pela primeira vez ontem que o julgamento foi adiado até 11 de abril, eu estava meio chateada, pensando no dinheiro que gasto em trabalho de preparação e o dinheiro que gasto me preparando para este caso! Então, eu percebi que muitas pessoas tinham saído em apoio e que eles gostariam de apoiar novamente. Então, eu acredito que o dobro de pessoas vai sair para me apoiar no dia 11 de abril. Teremos que fazer mais alguma arrecadação para que eu possa ter a minha equipe comigo, incluindo o meu amigo e documentarista PJ Starr. Precisamos de mais camisetas e muito mais.

Eu acho que os promotores estão um pouco nervosos por causa do número de pessoas que estavam na sala do tribunal ontem para verificar o que estava acontecendo com o caso e observar. Trabalhadores da corte estavam se aproximando da multidão de apoiadores e dizendo que nunca tinham visto nada assim. Todo mundo queria comprar uma camisa, todo o edifício do tribunal era um uma “falatório” sobre o que estava acontecendo no “julgamento Monica Jones”. Então , talvez, os promotores estão tentando atrasar, porque eles estão preocupados com tudo que vem junto nessa batalha por direitos. O promotor está sentindo muita pressão com a ACLU e outros defensores legais envolvidos.

Isso é algo diferente para o sistema jurídico em Phoenix. Em um caso como este, relativo à acusação de “manifestação” ou qualquer outra acusação relacionada com a prostituição, do ponto de vista da promotoria supõe-se ser um caso simples. O que normalmente acontece é que há o réu, um defensor público, o promotor e o juiz, e o réu  entra rapidamente, assina alguns documentos e declara-se culpado porque não há opção real para a justiça. Então, as pessoas são forçadas através do sistema, sem ninguém para ajudá-las. É um pequeno segredo sujo do que está acontecendo com muitas pessoas sob essas leis e meu caso em curso está trazendo à luz essa injustiça.

Então, a coisa mais importante que eu tenho a dizer a toda a gente que quer saber como eu me sinto depois do meu julgamento ser adiado é agradecer e dizer que vamos continuar . Agradeço-lhes muito por tudo o que fizemos até agora. E vamos continuar com a mesma quantidade de energia, eles querem que nosso ativismo morra para que eles possam fazer o que quiserem. Se sairmos com força em 11 de abril, vamos mostrar-lhes que não somos um movimento que depois de um tempo vai morrer. Esta é a minha mensagem para todos que estão lendo isso. Queremos manter esse movimento em torno do caso, compartilhe isso com seus amigos e não desista!

Um beijo: Como se sente pessoalmente com essa campanha em torno do seu caso?  Deve ser muita pressão estar aos olhos do público dessa maneira.

Monica: Eu tenho feito o que eu preciso fazer para me manter forte e estar preparada. Mas é difícil de falar com a mídia como tenho falado, eu sinto que eu preciso de um publicitário para ajudar a me preparar para tudo isso. Antes do próximo 11 de abril, eu vou receber algum apoio adicional a este respeito, mas eu ainda preciso de mais apoio.

Dito isto, algo que tem sido muito importante para me apoiar foi o número de pessoas saindo e me apoiando. Ontem, a sala do tribunal estava cheia de apoiadores e pessoas da ACLU. No início, estávamos quietos e um pouco tensos enquanto esperávamos sem a presença de promotores, juiz e funcionários do tribunal. Depois de um tempo, começamos a relaxar. Estávamos fazendo “selfies” no tribunal. Foi uma grande atmosfera, todos nós começamos a nos comunicar, a união de todos foi muito mais do que apenas o meu caso.

Um beijo: O que significa a trajetória de seu caso significa para o futuro do Projeto ROSE?

Monica: O que é mais importante aqui é que as práticas de policiamento que o Projeto ROSE estabelece estão agora no centro das atenções. Uma atenção internacional está criada. Mas qualquer que seja o futuro do Projeto ROSE, meu ativismo não termina com o fim dele. Acabei de ouvir que a polícia prendeu na noite passada mais de 40 pessoas em Phoenix por prostituição. Eu não tenho todos os detalhes ainda, mas essas prisões em curso mostram que temos muito mais a fazer para acabar com a criminalização e o encarceramento de pessoas, devido ao policiamento de crimes sem vítimas. Eu não vou desistir até que tudo isso acabe.

Monica Jones sits with supporters in court room, March 2014. Photo by PJ Starr.

Monica Jones senta com apoiadores na sala do tribunal, março de 2014. Foto por PJ Starr.

Leia mais:

http://www.thenation.com/blog/178867/problem-anti-trafficking-dragnets

http://www.bestpracticespolicy.org/2014/03/14/breaking-monica-jones-trial-postponed-due-to-constitutional-challenge/

 

Muita Boa!

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daspu globo

Daspu volta à cena com desfile de lançamento de peças em homenagem à sua fundadora, Gabriela Leite!

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Convite DASPU em exibição

É ILEGAL SER NORMAL

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Repostamos aqui a nota maravilhosa e comovente da ANTRA. 

NOTA DE PESAR DA ANTRA PELO FALECIMENTO DA ATIVISTA GABRIELA LEITE

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais ANTRA, vem a público se
solidarizar a família enlutada e prestar o pesar pelo passamento da
querida ativista Gabriela Leite.

Falar de Gabriela é sempre lembrar os seus questionamentos sempre
contundentes e seguros defendendo as suas causas, bandeiras e
ideologias, assumir-se PUTA como ela gostava de dizer era o máximo da
quebra de padrões morais tão constituídos nos nossos meios.

Gabriela foi uma das pessoas que mais dedicou a sua vida para escancarar
que ser Puta não era sinônimo de desprezo, mas sim um modo de vida e
comportamento para ter a sua autoestima mais elevada, pois sendo Puta
você estava sendo desejadas pelos homens e além de tudo eles ainda
pagavam.

Trabalhou e muito para colocar as PUTAS no convívio social, mas nunca
condicionou o trabalho das mesmas a condição de deixar de fazer o que
queriam, pelo contrário ensinava sempre o lado positivo da vida.

Gabriela nos ensinou muito do que sabemos hoje, foi ela quem nos idos
dos anos 90 incentivou que nós assumíssemos a identidade travestí como
forma de desestigmatizar essa palavra, que nós podemos ser o que
quisermos e onde quisermos.

Foi uma passagem muito importante nesse plano e, vai deixar frutos que
levarão a sua mensagem e as suas ações para um futuro, um futuro onde a
gente consiga sair dessas caixas que nos colocam e poder viver fora
dela, sem padrões moral, social, ideológico enfim fora dos padrões da
normalidade que para nós não serve de nada.

É ILEGAL SER NORMAL

GABRIELA LEITE VIVERÁ PARA SEMPRE ENTRE NÓS!

www.atms.org.br

Beijo da Rua anuncia: Prostitutas exigem que Ministério da Saúde tire campanha do ar

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[Publicado originalmente no jornal Beijo da rua (www.beijodarua.com.br), da ONG Davida.]

Participantes de oficina de criação criticam “radical mudança” na ação em notificação extrajudicial ao ministro

11/6/2013

Prostitutas que participaram da elaboração da campanha de prevenção de Aids lançada, vetada e depois modificada pelo governo federal enviam notificação extrajudicial ao Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, revogando a autorização de uso de imagem e exigindo a imediata suspensão das peças em que aparecem.

Elas alegam “radical mudança” na campanha original, que deixou de privilegiar “o enfrentamento do estigma e preconceitos como estratégia de prevenção às DST e Aids” para focar-se apenas no incentivo ao uso da camisinha, tornando-se “higienizada e descontextualizada”

“A proposta era reafirmar o entendimento, já consolidado técnica e politicamente, de que, para além das questões e informações biomédicas, o gozo de direitos básicos, autoestima e cidadania constitui condição imprescindível para a promoção da saúde, especialmente em grupos considerados sob maior vulnerabilidade social em razão do estigma, preconceito e discriminação social”, diz a notificação, elaborada pelo assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas, Roberto Chateaubriand Domingues.

O governo retirou do ar peças que tratam de felicidade (“sou feliz sendo prostituta”, por Nilce Machado), de cidadania (“o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs, com Nanci Feijó) e da luta contra a violência (“não aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência”, de Jesus), deixando apenas as que associam prevenção com camisinha.

Batalha “Passei uma semana sem batalhar, para poder participar dessa oficina, pensando em construir algo novo que contribuísse para todas nós, e hoje me envergonho com o resultado”, desabafa Maria Luzanira da Silva, uma das signatárias da notificação.

Coordenadora geral da Associação de Prostitutas da Paraíba (Apros-PB), de João Pessoa, onde foi realizado em março o evento de criação da campanha, Luzarina faz questão de afirmar: “Sou uma puta cidadã e tenho o direito de expressar meus sentimentos. Sou feliz sendo prostituta”.

Aparecida Viera, da Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), conta que autorizou a campanha “com as colegas de trabalho que estavam na oficina” e não o uso de imagens escolhidas “em leilão”. E decreta: “Quero a retirada da minha foto dessa campanha preconceituosa”.

Ativista da associação maranhense de prostitutas (Aprosma), Jesus considera que “as prostitutas não têm motivo para ter vergonha de nada, pois estamos mostrando a nossa cara”, e que os representantes do governo é que deveriam “ter vergonha” com a mudança da campanha. “Já sabemos comer com nossas mãos. Este povo quer brincar conosco, vamos dar para eles nossas respostas”, disse.

Outra participante da oficina, Nanci Feijó acha que, além de “tirar do ar esta campanha que o ministério relançou”, as prostitutas não deveriam sequer voltar a atuar em parceira com o governo. Ainda “muito revoltada”, a militante da Associação Pernambucana de Profissionais do Sexo (APPS) já fez circular nas redes sociais uma peça em que aparece ao lado da frase que se tornou sucesso nacional: “Sou feliz sendo prostituta”.

A autora da frase também faz questão de enviar a notificação exigindo que não seja utilizada qualquer imagem que tenha sido produzida durante a oficina. Nilce Machado, presidente do Núcleo de Estudos da Prostituição, o NEP de Porto Alegre, lembra que os vídeos da campanha (também censurados) foram exibidos em praça pública, ao final da oficina em João Pessoa, e “muito bem aceitos” por integrantes do governo municipal. “Como posso fazer campanha de prevenção sem falar na profissão?”, questiona.

Sobre a frase que escancarou a traição do governo a princípios da saúde pública, em troca de uma infeliz ambição eleitoreira, ela confirma quantas vezes for necessário: “Sou, sim, uma prostituta feliz e nem esse governo vai tirar a minha felicidade”.

Gabriela Leite, fundadora do movimento de prostitutas no Brasil nos anos 1980, está “orgulhosa das colegas que se indignaram com essa violenta intervenção do governo na campanha”. Para ela, essas reações “são também fruto de 30 anos de militância”.

Notas de repudio escritas por ONGs de prostitutas sobre a censura da campanha, “Sem Vergonha de Usar Camisinha”

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Nota de Repudio da Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo – APPS

[enviado no dia 5 de junho 2013]

A Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo – APPS, fundada em 17 de outubro 2002, vem expressar publicamente seu repúdio e indignação à atitude abusiva e politicamente retrógrada do ministério da saúde, quando este retirou do ar a campanha publicitária com as prostitutas do Brasil que participaram de oficinas de saúde executadas por este mesmo ministério no mês de março do ano corrente.

O mote que resvalou na atitude abusiva e contra a qual nos posicionamos, foi à valorização da prostituição como trabalho, aspecto que se constitui hoje como uma das principais lutas do movimento para reduzir o estigma contra nós, prostitutas, e inclusive fundamental para diminuir nossa vulnerabilidade em relação à infecção pelo HIV e outras DSTs. Mais uma vez, o que era para ser uma conquista de direitos humanos passa a ser uma violação dos direitos humanos: a suspensão do direito de afirmar a prostituição como um trabalho digno e feliz. Somos solidárias a todos/as os/as respeitáveis profissionais do ministério da saúde que acreditaram em nossa luta e entenderam a importância política de nossa valorização, e que foram arbitrariamente demitidos/as, bem como àqueles/as que pediram demissão do Departamento Nacional DST/HIV/AIDS.

Atenciosamente, Coordenação Colegiada da APPS e Nanci Feijó – Vanderliza Rezende- Maria das Graças

Cartaz feito pela APPS, Fórum LGBT de Pernambuco, Instituto PAPAI, Centro das Mulheres do Cabo e dos Núcleos de Pesquisa do Departamento de Psicologia da UFPE (Gema, LabEshu e Gepcol) em protesto `a decisão do governo brasileiro de censurar e alterar a campanha. Leia a nota divulgada junto com o cartaz aqui.

cartaz-apps sou feliz

Nota de Repudio do Núcleo de Estúdos da Prostituição em Porto Alegre, Rio Grande do Sul

[enviado 5 de junho, 2013]

O Núcleo de Estúdos da prostituição, conhecido como NEP, membro da Rede Brasileira de Prostitutas, fundado em 1989, é referencia no trabalho com profissionais do sexo em todo o estado do Rio Grande do Sul. Enquanto movimento organizado de prostitutas sentimos vergonha desta atitude retrógada, preconceituosa, discriminatória e desrespeitosa por parte do Sr ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para com as PROSTITUTAS DA BRASIL. Os valores centrais da Rede Brasileira De Prostitutas são assumir a identidade profissional, buscar o reconhecimento da atividade de prostituta, manter o movimento social de prostitutas organizado, igualdade social, liberdade de expressão, dignidade, solidariedade e respeito as diferenças.
Assim sendo, O NEP apresenta sua NOTA DE REPÚDIO ao ato do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vetou a peça da campanha voltada às prostitutas, que diz: “Eu sou feliz sendo prostituta”.

Esse veto representa um retrocesso nas ações desenvolvidas com as prostitutas e um desrespeito a produção realizada na oficina de comunicação e saúde para profissionais do sexo, promovida pelo próprio Ministério da Saúde. Acreditamos que os movimentos sociais, que mais se comprometeram no combate à epidemia no Brasil, tem o direito de defenderem o fim do preconceito e de dizer simplesmente QUE SÃO FELIZES, O veto do ministro da saúde a esta campanha é uma VERGONHA.

NOTA DE REPÚDIO – Aprosmig (Associação de Prostitutas de Minas Gerais)

08/06/2013

Eu, Cida Vieira, assim como toda equipe da Aprosmig (Associação de Prostitutas de Minas Gerais), fundada em 2009, venho expressar publicamente meu repúdio quando o ministério da saúde retirou do ar a campanha publicitária com as prostitutas do Brasil que participaram de oficinas de saúde executadas por este mesmo ministério no mês de março de 2013.

A minha intenção ao participar dessa campanha, assim como das outras prostitutas, era visar à valorização da prostituição como trabalho. Sendo assim, não autorizo que o ministério da saúde utilize a minha imagem para outra campanha que não tenha o mesmo objetivo! Isso é uma atitude abusiva e politicamente incorreta.
AMO SER PROSTITUTA E LUTO TODOS OS DIAS PARA QUE MINHA PROFISSÃO SEJA RECONHECIDA E NÃO MAIS ESTIGMATIZADA PELA SOCIEDADE E PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE!

Atenciosamente,

Cida Vieira.
Presidente da Associação de Prostitutas de Minas Gerais

 Gempac- Nota de repúdio à CENSURA da campanha “Sou feliz sendo prostituta”, do Ministério da Saúde

Diante do ocorrido na última quarta-feira, 5 de junho, quando o Ministério da Saúde tirou do ar uma campanha virtual de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis dirigida a prostitutas. O banner que motivou a censura continha a imagem de uma profissional do sexo acompanhada do texto “Sou feliz sendo prostituta”. O conceito da propaganda – que foi construído após diálogo com a classe – incomodou frentes conservadores do Governo, que exigiram o fim da veiculação. O pedido foi acatado e, ainda por cima, resultou na demissão do diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.
Em tempos de luta pelo fim dos estigmas e, principalmente, pela valorização e reconhecimento da profissão, a Associação de Prostitutas do Estado do Pará (Gempac) se une ao coro de indignação que ecoa dentro da Rede Brasileira de Prostitutas. Há décadas trabalhadoras do sexo e ativistas lutam de forma organizada pela legalização do ofício e pelo fim do julgamento moral sobre a utilização do corpo, para que enfim a sociedade em geral compreenda que a prostituição é um trabalho – condição que só será plenamente alcançada quando o a legislação e outras ferramentas do Estado garantirem os direitos básicos à esta classe.Deveria ser óbvio afirmar em uma nação democrática que estas profissionais existem,são cidadãs brasileiras e não podem ficar a margem dos seus direitos.
Sendo assim, a censura nos soa como retrocesso. Ao invés de tocar com coerência em assuntos polêmicos, porém relevantes, o Governo prefere se eximir do enfrentamento, numa postura claramente conservadora e omissa. Como parcela historicamente reprimida e marginalizada da sociedade, mas que está a mais de 20 anos organizada e tem realizado importantes ações,nos preocupa e entristece o posicionamento de representantes políticos deste País. A presidente Dilma, o ministro Alexandre Padilha e os demais políticos que representam esta atual gestão do Estado deveriam fortalecer nossa luta, que emana apenas para uma direção: a busca pelos direitos e o fim do preconceito.
E como somos um exército em uma guerra injusta, lutaremos com o que temos. Em contrapartida à este ato de censura, o Gempac lança uma nova campanha. Convidamos profissionais em suas áreas de atuação para reproduzirem a mesma imagem que foi censurada, numa tentativa de mostrar que homens e mulheres são iguais em todas as profissões. E que todos cotidianamente lutam para nela serem felizes. Porque deveria ser diferente com as prostitutas!

Sem Vergonha de Compartilhar a Campanha Censurada pelo Ministro

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As peças que você vê aqui são da campanha ‘Sem vergonha de usar camisinha’, lançada e logo após censurada e tirada do ar pelo Ministério da Saúde do Brasil. A maior parte delas foi elaborada em oficina de comunicação e saúde promovida pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais com prostitutas de diversos estados, em março. A peça com o texto “Eu sou feliz sendo prostituta” e a imagem da prostituta Nilce, de Porto Alegre, foi o mote do governo Dilma para iniciar um escândalo político de consequências imprevisíveis.

Primeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mandou tirar essa peça do ar – ou seja, do site do Departamento de AIDS – e ameaçou demitir a equipe de comunicação do órgão. Depois, demitiu o próprio diretor, Dirceu Greco, e censurou todas as outras peças da campanha.

Aqui, porém, você vê tudo o que o governo Dilma tem medo de mostrar, por causa de alianças com fundamentalistas. E pode celebrar conosco esse histórico Dia Internacional das Prostitutas, lembrando que liberdade e felicidade são, sim, parceiras da prevenção em saúde. E que censura, estigma e discriminação são os piores adversários.

 

 

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Hoje é o Dia da Puta!

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Hoje, o dia 02 de junho é o Dia Internacional da Prostituta!  O dia comemora o 2 de junho de 1975 quando 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções feitas em nome de uma “guerra contra o rufianismo”.  Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, as prostitutas de Lyon entraram para a história. Por isso, o 2 de junho foi declarado, pelo movimento organizado, como o Dia Internacional da Prostituta. Leia sobre a história do dia aqui e como o Grupo de Mulheres Prostitutas do Pará (GEMPAC) marcou o dia com intervenções culturais e políticas incríveis no PUTA DEI em Belém de Para.

Para comemorar o dia, estamos lançando aqui uma série de entrevistas com Gabriela Leite feitas em 2013 para os extras do DVD do documentário. Primeiro Gabriela fala sobre a história do movimento de prostitutas, seu começo junto com a Lourdes Barreto do GEMPAC.  No segundo video, Gabriela fala sobre os desafios e temas de importância para o avanço dos direitos das prostitutas hoje no Brasil.  Fechamos  com sugestões da Gabriela sobre como as pessoas podem apoiar o movimento. Desfrute, compartilhe e participe!


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História do Dia Internacional da Prostituta

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No dia 2 de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções, em nome de uma “guerra contra o rufianismo”, e até contra assassinatos de colegas que sequer eram investigados. Além disso, maridos e filhos de prostitutas eram processados como rufiões, por se beneficiarem dos rendimentos das mulheres. Tabernas deixaram de alugar quartos para as trabalhadoras do sexo, com medo da repressão policial. A diretoria da igreja e a população de Lyon apoiaram a manifestação e deram proteção a elas.
A ocupação da igreja foi transmitida por todos os meios de comunicação, no país e no exterior, inclusive no Brasil. As mulheres exigiam que o seu trabalho fosse considerado “tão útil à França como outro qualquer”. Outras 200 prostitutas percorreram as ruas de carro distribuindo filipetas, com denúncias de que eram “vítimas de perseguição policial”, o que as impedia de trabalhar. Uma carta foi enviada ao presidente Giscard d’Estaing.
O movimento se ampliou para outras cidades francesas, como Marselha, Montpellier, Grenoble e Paris, onde colegas também entraram em greve.
No dia 10 de junho, às 5 horas de manhã, as mulheres na igreja de Saint-Nizier foram brutalmente expulsas pela polícia.
Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, chamando a atenção para a situação em que viviam, as prostitutas de Lyon entraram para a história. Por isso, o 2 de junho foi declarado, pelo movimento organizado, como o Dia Internacional da Prostituta.

NOSSO PRIMEIRO BESO: UM BEIJO PARA GABRIELA EM ARGENTINA AMANHA!

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O filme foi seleccionado para o Festival Internacional de Cine por La Equidad de Genero en Buenos Aires e sera exhibido amanha, sábado, dia 11/05, as 17h! O filme faz parte de la Competición Oficial do festival.

Amanha é primera a vez que o filme sera mostrada em America Latina fora do Brasil. Que emoción!

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